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Imprevisível 20 fevereiro, 2009

Posted by Alysson Amorim in Futebol.
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Não o gol: a imprevisibilidade é o encanto maior do futebol. Disso sabem seus admiradores; qualquer conversa que descambe para o futebol – e em terras brasileiras o dificil é achar uma que não encontre esse rumo, acaba mencionando, explícita ou implicitamente, a ideia contida no famoso ditado da caixinha de surpresas.

Estive no Mineirão hoje, estreia do Cruzeiro na Taça Libertadores contra o Estudiantes de La Plata da Argentina. O primeiro tempo foi horrivelmente morno, traduzido em um placar zerado. A entrada do estreante Kléber no segundo tempo, resposta do treinador ao um pedido apaixonado da torcida, esquentou a chaleira.

Em não mais que quinze minutos a tepidez dos outros setenta e cinco foi redimida. Não pelo “futebol de poesia” tupiniquim,  que encheu os olhos do cineasta Pasolini na final da copa de 70.  A redenção veio de um dionisíaco: Kléber, o estreante, colocado em campo não por Adílson Batista, mas pela eufórica China Azul. Pouco após sua entrada, um pênalti, e o Cruzeiro abre o placar pelos pés de Fernandinho. Minutos depois, Kléber marca um e depois outro. Nesse segundo tira  a camisa e é punido com o amarelo – gesto proibido em terras tropicais, mas que provavelmente não era punido na glacial Ucrânia, onde Kléber defendou o Dinamo de Kiev. Ironia.

Dois ou três minutos depois, uma entrada dura em Verón e nosso protagonista recebe o vermelho. Expulso. Não ficou em campo quinze minutos; o suficiente porém.

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