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Inscrição em qualquer sepulcro 24 dezembro, 2009

Posted by Alysson Amorim in Uncategorized.
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Do condenado por mim à imortalidade, Jorge L. Borges, em Fervor de Buenos Aires

Não arrisque o mármore temerário
gárrulas transgressões à onipotência do esquecimento,
enumerando com meticulosidade
o nome, a opinião, os acontecimentos, a pátria.
Tanto avelório bem atribuído está às trevas
E o mármore não fale o que calam os homens.
O essencial da vida fenecida
– a trêmula esperança,
o milagre implacável da dor e o assombro do gozo –
sempre perdurará.
Cegamente reclama duração a alma arbitrária
quando a tem assegurada em vidas alheias,
quando tu mesmo és o espelho e a réplica
daqueles que não alcançaram teu tempo
e outros serão (e são) tua imortalidade na terra.

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Comentários»

1. Janete Cardoso - 25 dezembro, 2009

É, todos passamos deixando rastros 🙂


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