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Esse punhado de ossos 31 julho, 2009

Posted by Alysson Amorim in Literatura, Poesia.
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Ivan Junqueira

Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas de todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ai, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos choram.

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Comentários»

1. rubens osorio - 3 agosto, 2009

Poesia da melhor! Impressionante, emocionante!!!

2. Janete Cardoso - 3 agosto, 2009

Morte, igual pra todo mundo…
Só não acho que exista algo em vão debaixo do Sol.
Mesmo que o destino seja hostil e astuto em sua teia.

Eu te amo.


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