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Conflito em Gaza 4 janeiro, 2009

Posted by Alysson Amorim in Política, Sociedade.
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A professora Sara Roy, em trabalho publicado no primeiro dia do ano no London Review of Books, traduzido para o português por Caia Fittipaldi, relata as consequências do sítio de Gaza por Israel, que se arrasta desde 5/11/2008 e que põe tragicamente em risco a sobrevivência de uma sociedade. “Por quê, como, em que sentido, o sofrimento das crianças de Gaza – mais de 50% da população são crianças! – beneficiaria alguém? A lei internacional – e a decência humana – exigem que essas crianças sejam protegidas. Se Gaza cair, cairá depois, a Cisjordânia”, arremata a professora.

Chris McGreal, em artigo publicado no The Guardian deste domingo, 04, também traduzido para o português por Caia Fittipaldi, mostra como o lobby de Israel trabalhou dura e silenciosamente para justificar os recentes ataques. O objetivo, afirma o articulista, era “fazer os israelenses aparecerem como vítimas, mesmo depois de terem assassinado 430 palestinenses só na primeira semana de violência, um terço, no mínimo, dos quais civis ou policiais e agentes de segurança palestinenses.” Parte deste lobby usou a internet como veículo, como nos dá testemunho este vídeo – uma tentativa grotescamente propagandística de difundir a suposta vitimização de Israel.

Tariq Ali publicou no The Guardian artigo em que sustenta a cumplicidade de Estados Unidos e União Européia aos ataques a Gaza. O artigo foi publicado em versão para o português pela Agência Carta Maior. Simon Tisdall, também no The Guardian, mostra como a comunidade internacional tem desastrosamente dado carta branca a Israel.

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Comentários»

1. rubens osorio - 5 janeiro, 2009

O problema é que a guerra entre eles já faz parte da paisagem mundial, e tudo que é paisagem, não incomoda, não choca, não causa reação nenhuma…

2. valter ferraz - 5 janeiro, 2009

Alysson,
a vitimização a que Israel se propõe é muito cômoda para eles, tem sido sempre assim nesses 60 anos de existência do Estado de Israel. A questão sionista é muito maior que isso, mas eles insistem e insistem em seu papel de vítimas. Ardilosamente vão espalhando suas garras, usando o poder do dinheiro que é muito e das armas. Usam tb da diplomacia a seu favor, como ninguém. Lamentável a meu ver (além da guerra, claro)é o papel do recém-eleito presidente americano. Postado à distância, sem querer dar o tom, compactua com o massacre de inocentes. Um país ou nação que se utiliza de alvos indefesos, despeja bombas sobre hospitais e tudo o que estamos vendo não pode alegar que é defesa. Tem outro nome. Massacre ou genocídio caem bem.
Desculpe-me no meu primeiro comentário em seu blog ter me estendido tanto. Sou meio incoveniente, eu sei.
Um abraço forte

3. Lou - 5 janeiro, 2009

Não deve ser fácil carregar a Arca da Aliança e todos aqueles apetrechos do Templo, viver na Terra Santa e pautar-se pela Tora sob orientação do Talmude e pensando ser povo de Deus.


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