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O Vinte 22 dezembro, 2008

Posted by Alysson Amorim in Uncategorized.
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O assombroso Século Vinte, quando espreitado pelo Nós, denunciava uma expressão ao mesmo tempo firme e tranqüila, de quem ao fim de uma guerra vencida põe-se a polir a espada com um assobio orgulhoso nos lábios. O Nós estava todo ele desvendando, suas leis competentemente registradas, suas tripas postas ao sol mais reluzente; lá estava o mapa da mina, era segui-lo e chegar sem obstáculos ao futuro feliz da coletividade.

Todavia, quando encarado pelo Eu, o dicotômico Século estremecia. O Eu era a esfinge, o imprevisível monstro para o qual a soma de espada e coragem era menos que uma pilhéria.

Confuso e já idoso, o Vinte morreu não pelos temíveis dentes da esfinge, mas pelos destroços de um Muro que parecia inofensivo.

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Comentários»

1. Felipe Fanuel - 24 dezembro, 2008

Lamentável que o Nós tenha perdido a briga para o Eu. Uma morte mesmo nas sociedades urbanas. Resta-nos a esperança de que o seu réquiem se transforme em uma suave harmonia de um novo tempo.


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