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Beijo insular 21 julho, 2008

Posted by Alysson Amorim in Uncategorized.
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no corpo decrépito
o beijo insular da lua
que antiqüíssima como a dor
acolhe na sombra os seres soturnos.

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Comentários»

1. Janete Cardoso - 22 julho, 2008

Parece que lê a alma da gente…
Como diz nosso amigo: “viver é pular no abismo”
e um outro irmãozinho pergunta: “Quem me livrará do corpo dessa morte?”
Ela é testemunha ocular, embora acolha em silêncio.

Amo você, amigo.

2. Tamara Queiroz - 23 julho, 2008

Não sou esse corpo. Não desejo esse beijo. Não invejo os seres soturnos. Mas vivo inclinada para a lua.

B-joletas amarelas

3. José Roldão - 26 julho, 2008

Muito gentil seu comentário. Aliás, citou alguém importante, Ferreira Gullar, o qual eu ainda tenho muito que descobrir.

Confesso que cheguei aqui para retribuir sua visita, porém, ao ler alguns dos posts, precisei alterar a «confissão», pois seu blog é excelente. Não vou adicioná-lo na minha lista por retribuição, mas porque o faria se tivesse chegado aqui independente de sua visita ao meu.

O tema «Morte» é muito sedutor. Gosto especialmente das poesias sobre o fim das coisas, sobre a saudade, sobre a memória. Tenho um amigo, o qual, aliás, faz tempo não o encontro pela net, que escreveu uma «obra máxima», sob meu ponto de vista, que engloba essa noção de distanciamento de forma fascinante. Vou colar aqui abaixo.

Jean Darilho é um desconhecido do público. Nunca publicou nada por editoras, e só tomei conhecimento de sua poesia através de uma única lista do Yahoo!; esta que, aliás, nem mesmo tratava de poesia. Depois ele sumiu, mesmo de lá.

Deve andar a observar a lua de São Paulo, sob a sombra, como um dos mais poéticos seres noturnos.

O RETORNO DO HERÓI

Ao contrário do que planejamos
Ao contrário do que estava no roteiro
Não haverá um retorno ao lar
O herói não será erguido pela multidão extasiada
E nem será imortalizado em camisetas de adolescentes
O fim passará desapercebido
Os olhos verão apenas a poeira erguida
E quando ela baixar
Haverá apenas a estrada
Será simples assim
No final de um dia como hoje
O suposto fim
Na aparente estrada
Que vai para lugar nenhum

Jean Darilho

Voltarei aqui mais vezes.
Bons Ventos!

4. Janete Cardoso - 26 julho, 2008

Digo te amo, sem esperar eco.
Me basta ler-te para receber
gotas da tua alma, que dão sabor
ao que consigo ser.
Em um momento qualquer,
nossas linhas deram nó,
meu sangue ganhou um irmão.
DNA distinto do meu,
embora o Pai seja um só.


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