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		<title>Mudança</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 03:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O caminhão de mudança passou por aqui. O Amarelo ganhou novo endereço e nova cara. Entre sem tirar as sandálias.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=801&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O caminhão de mudança passou por aqui. O Amarelo ganhou <a href="http://amarelofosco.com">novo endereço e nova cara</a>. Entre sem tirar as sandálias.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/801/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/801/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=801&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fé e economia</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 02:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ched Myers, autor do instigante O Evangelho de São Marcos, Ed. Paulus Artigo publicado originalmente na Revista Além-Mar Não é o sexo. Nem sequer a política. O verdadeiro tabu da teologia é a economia. «Gastamos o nosso dinheiro como se não conhecêssemos o Evangelho; e lemos o Evangelho como se não tivéssemos dinheiro», afirma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=797&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Por <strong>Ched Myers</strong>, autor do instigante <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/15996/" target="_blank">O Evangelho de São Marcos</a>, Ed. Paulus<br />
Artigo publicado originalmente na <a href="http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEukVAZkykdllxKOBS" target="_blank">Revista Além-Mar</a></p>
<p style="text-align:justify;">Não é o sexo. Nem sequer a política. O verdadeiro tabu da teologia é a economia. «Gastamos o nosso dinheiro como se não conhecêssemos o Evangelho; e lemos o Evangelho como se não tivéssemos dinheiro», afirma o jesuíta John Haughey, sublinhando um sentimento difuso entre os teólogos e na Igreja dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, hoje, nenhum outro aspecto influencia tanto a vida individual e colectiva como o económico, e poucos outros assuntos são rebuscados de forma tão incisiva nas Escrituras como os económicos.</p>
<p style="text-align:justify;">O principal desafio que hoje a família humana tem de enfrentar é a iníqua distribuição de riqueza e poder. Um modelo económico que transfere a riqueza dos cada vez mais pobres para os cada vez mais ricos. As políticas neoliberais de reajustamento estrutural não só tornam mais dura esta polarização como cavam um fosso mais profundo de alienação física e social.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando vemos que o vendedor de fruta tem de fechar a loja, ou que empresas familiares não conseguem sobreviver, no Norte, também estamos a ser testemunhas daquela destruição que, como uma epidemia, tem vindo a devastar as culturas locais, as instituições e a natureza no Sul.</p>
<p style="text-align:justify;">Qualquer teologia que se recuse a enfrentar esta realidade torna-se fútil. E cruel. Nós, cristãos, temos o dever de discutir economia, de falar dela confrontando-a com a economia do Evangelho. «As igrejas talvez se tenham tornado no último refúgio da nossa cultura onde se pode falar abertamente de valores sem ser de mercado», afirma Cornel Wesa, professor de estudos afro-americanos e de filosofia da religião na Universidade de Harvard. Aqueles que tentam desafiar o capitalismo pós-moderno e o seu mercado auto-refencial estão já a lutar por uma linguagem e uma prática alternativas. Num contexto de aparente descrédito do socialismo, este vazio ideológico proporciona à Igreja uma oportunidade única: redescobrir uma visão totalmente diferente da praxe social e económica. Esta visão funda-se no âmago mais profundo das Escrituras.</p>
<p style="text-align:justify;">A Bíblia não aceita a injustiça como uma condição permanente. Pelo contrário, são dadas ao povo de Deus as instruções para desmantelar os principais códigos e estruturas de uma riqueza e de um poder estratificados, para que todos deles possam participar. Esta concepção da sociedade e da economia é expressa em diversas passagens: no Êxodo (cap. 16), nas leis do Levítico (25), nas exortações do Deuteronómio (15), nas profecias de Isaías (5), nas parábolas de Jesus (Mt 25), nos veementes apelos dos apóstolos (2 Cor. 8-9).</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não atraiçoar o sábado</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">«Sábado» deriva do hebraico shabat, que significa repousar, ou deixar de trabalhar. Encontra-se na Bíblia no fim da narração da criação (Génesis 2) e assume-se em todos os livros como o fundamento da visão social e económica da Bíblia. Os homens são convidados a imitar a Deus na prática do sábado: recorde-se a típica narração de fome e de pão do Êxodo (o maná do cap. 16), encaixada num contexto de histórias de sede e de água.</p>
<p style="text-align:justify;">Os antigos israelitas, tal como os modernos norte-americanos, não conseguiam imaginar um sistema económico diferente do dominante, na altura o egípcio: um sistema complexo, militar, industrial, tecnológico, que os havia tornado escravos. Os israelitas foram libertos da escravidão, mas encontravam-se a viver a dura realidade da sobrevivência fora do sistema imperial, de encontrar que comer.</p>
<p style="text-align:justify;">O maná não é apenas um milagre que enche o estômago. É a alternativa de Deus à economia do Egipto: o pão que cai do céu é símbolo da sementeira e da colheita como dons de Deus. O primeiro ensinamento ao povo liberto diz respeito a uma forma de produção económica!</p>
<p style="text-align:justify;">Moisés dá três indicações concretas para entrar nesta economia alternativa.</p>
<p style="text-align:justify;">1. Cada família deve recolher só o necessário para o seu consumo. Na economia de Deus não há lugar para o demasiado ou para o pouco de mais: isto contrasta radicalmente com o capitalismo moderno em relação à riqueza e à miséria. Esta teologia do «quanto basta» é sublinhada por uma outra versão do trecho do maná, provavelmente posterior (Números 11), onde o povo, que se lamentava por só ter maná e não carne, é castigado com carne «de mais».</p>
<p style="text-align:justify;">2. O maná não pode ser acumulado nem armazenado. No Egipto, riqueza e poder definiam-se pela capacidade de poder armazenar coisas supérfluas. Não é por acaso que o trabalho forçado do povo israelita consistia na construção de cidades-armazéns para o faraó (Êxodo 1), onde se recolhiam os despojos e as taxas das populações vencidas: esta acumulação prefigura já o capitalismo moderno. A Bíblia entende que as civilizações dominantes exercem uma força convergente e absorvem trabalho, recursos, riquezas e uma cada vez maior concentração de poder idolátrico (o protótipo deste processo é a história da Torre de Babel, Génesis 11). Por isso, Israel é convidado a fazer circular a riqueza redistribuindo-a e não a concentrá-la acumulando-a.</p>
<p style="text-align:justify;">3. O mandamento de observância do sábado foi dado ainda antes dos dez mandamentos no monte Sinai. Se alguém não observar o sábado morrerá (Êxodo 31). O sábado é o início e o fim da lei.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso, nós tornamos vulgar (e até profanamos) o sábado se o considerarmos simplesmente como um dia em que os hebreus faziam o estritamente necessário. A prescrição de um repouso periódico para a terra e para os homens que trabalham significa destruir a tentativa (a tentação) do homem em controlar a natureza e de maximizar a produção.</p>
<p style="text-align:justify;">A história do maná mostra que o homem depende de uma economia de graça divina. Observar o sábado significa lembrar-se todas as semanas de dois princípios básicos da economia: o objectivo do «quanto basta» para cada um, e a proibição da acumulação de riquezas. Esta visão contrasta totalmente com a economia que hoje conhecemos. A nossa incredulidade é mesmo antecipada com um certo humorismo pela própria Bíblia: o termo maná deriva da expressão de incredulidade «o que é isto?».</p>
<p style="text-align:justify;">O código de justiça social do sábado alarga-se a um ciclo de sete anos (Êxodo 23) em que também os pobres e os animais selvagens poderão livremente comer; o livro do Levítico define o jubileu como o ano do sábado por excelência (celebra-se após o 49º ano, ou seja, cada sete ciclos de sete anos): a sua finalidade é desmantelar as estruturas da desigualdade social e económica pela remissão das dívidas aos membros da comunidade; a redistribuição da terra aos primitivos proprietários; a libertação dos escravos. A razão profunda deste reequilíbrio unilateral da comunidade baseia-se na certeza de Israel de que a terra pertence a Deus e que o povo do êxodo, liberto da escravidão do Egipto, jamais haveria de regressar a um sistema de nova escravatura.</p>
<p style="text-align:justify;">O autor do Deuteronómio (15) quis ir tão além que até incluiu o perdão das dívidas no ano do sábado. Era uma barreira colocada à inevitável tendência da sociedade humana em concentrar riqueza e poder nas mãos de poucos, criando uma hierarquia de classes. Nas sociedades agrícolas, como o Israel bíblico (ou como parte do Sul dos nossos dias), o ciclo da pobreza inicia-se quando uma família cai na espiral da dívida, que se agrava quando a família tem de vender a terra para pagar os juros, e fecha-se quando as pessoas vendem a única coisa que lhe resta: a sua força de trabalho. Tornam-se então escravos. Na Antiguidade não havia bancos e por isso eram os grandes proprietários de terras que tinham dinheiro para emprestar e que, quando não podiam pagar, os tornavam escravos nas suas propriedades.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Prisioneiros da ortodoxia do mercado</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">A Igreja tem dificuldade em escutar esta boa nova. A nossa teologia esteve por muito tempo prisioneira da ortodoxia do mercado do capitalismo moderno. Foi assim que os nossos medos nos convenceram de que o jubileu bíblico é, na melhor das hipóteses, uma utopia – na pior, ideologia comunista.</p>
<p style="text-align:justify;">Isto conduz-nos, uma vez mais, à Bíblia: não há dúvida de que o mandamento de observância do sábado era regularmente esquecido por aqueles israelitas que pretendiam consolidar a sua posição social e as suas riquezas.</p>
<p style="text-align:justify;">A traição ao sábado por parte dos israelitas transforma-se numa censura constantemente levantada pelos profetas. Isaías acusa os chefes de terem roubado os pobres (Isaías 3, 14-15); Amós acusa os comerciantes de considerarem o sábado um obstáculo aos seus negócios e de tratarem os pobres como um grupo a explorar em vez de salvaguardarem os seus direitos às alimpas (Amós 8, 5-6), Oseias lamenta que a fidelidade ao comércio internacional tenha tomado o lugar da aliança com a economia divina da graça (Oseias 2, 7). Mas o trecho mais explícito é o que atribui a destruição de Jerusalém à incapacidade do povo em observar o sábado (2 Crónicas 36, 20-21; Levítico 26, 34-35).</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Também (e sobretudo) Jesus</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">A economia do sábado caracteriza também o núcleo do ensinamento de Jesus e torna-se motivo de conflito entre Jesus e a ordem instituída dos judeus, conflito que lhe custará a morte.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é por acaso que, entre as inúmeras possibilidades que a Bíblia lhe apresenta, Jesus opta, para definir a sua missão (Lc 4), pelo capítulo 61 de Isaías, o profeta onde a economia do sábado é plenamente reabilitada.</p>
<p style="text-align:justify;">Na oração do pai-nosso (Lc 11) e em todos os Evangelhos o verbo empregue para exprimir o perdão dos pecados é o mesmo utilizado para cancelar as dívidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário da sociedade em que vivemos, que se recusa a ver as dimensões económicas de comportamentos imorais ou criminosos, os Evangelhos não espiritualizam «o pecado» e não ignoram a realidade da dívida, apresentando os dois aspectos em profunda correlação.</p>
<p style="text-align:justify;">A exortação de perdoar setenta vezes sete (talvez uma referência ao sistema jubilar do Levítico e a Génesis 4, 24) é seguida e explicada por uma peroração, política e económica, sobre a responsabilidade de perdoar as dívidas (Mt 18). No capítulo segundo de Marcos, Jesus permite aos seus discípulos colherem espigas em dia de sábado para matarem a fome sem olharem às convenções sociais. E eis a estocada: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.» Não é uma afirmação de posse, menos ainda uma anulação da lei do sábado. Pelo contrário: afirma-se que o sábado faz parte da criação divina, e que a sua finalidade é a de nos tornar mais humanos, num mundo onde, pelo contrário, uma parte tão grande do pensamento e da prática social e económica nos desumaniza.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas há mais: Jesus procura fundar comunidades entre grupos alienados social e economicamente. Chama Levi (Mateus) a segui-lo, e Levi abandona a sua actividade de cobrador de impostos. Porque é que este comportamento suscita tanta celeuma nas autoridades? A resposta encontramo-la no episódio de Zaqueu (Lc 19). Este rico credor também recebe Jesus, mas compreende imediatamente que, para o hospedar, tem de reparar uma grande injustiça económica: «Dou aos pobres metade dos meus bens e se prejudiquei alguém restituo-lhe o quádruplo.» É este programa económico «nivelador» que é recusado por quem determina oficialmente as dívidas. Ontem como hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">Levi e Zaqueu acolhem a libertação proposta por Jesus através da redistribuição dos bens. Um outro homem, rico, não consegue e recusa-a (Mc 10, 21). É interessante notar que na fórmula empregue pelos Evangelhos para indicar a opção de seguir Jesus («deixaram tudo e seguiram-no») é usado o verbo aphiemi, deixar, que é o mesmo utilizado para perdoar os pecados e as dívidas. Jesus espera que os seus discípulos adoptem a sua economia fundada na graça. E promete-lhes que, se deixaram a casa, a família e os campos (ou seja, a economia agrícola do seu tempo, os locais de consumo, força de trabalho, produção), receberão cem vezes mais&#8230;</p>
<p>Nesta nova economia, que Jesus chama Reino, não haverá nem pobres nem ricos. Por isso, os ricos não podem lá entrar. Esta perspectiva é tão radicalmente diferente da nossa visão da economia que, então como hoje, os discípulos têm dificuldade em crer que ela é verdadeira (Mc 10, 26).</p>
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		<title>Selvagem</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 01:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=793&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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		<title>O retorno do punhal</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 20:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Vi então um céu novo e uma nova terra – pois o primeiro céu e a primeira terra se foram, e o mar já não existe.” (Ap. 21:1) Sentiremos aproximar-se o hálito frio do punhal ao recordarmos o rumor noturno do mar; conheceremos mais uma vez o gosto das lágrimas ao encontrarmos fragmentos narrando glórias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=779&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><em>“Vi então um céu novo e uma nova terra – pois o primeiro céu e a primeira terra se foram</em>,<em> </em>e o mar já não existe.<em>”</em> <em>(Ap. 21:1)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sentiremos aproximar-se o hálito frio do punhal ao recordarmos o rumor noturno do mar; conheceremos mais uma vez o gosto das lágrimas ao encontrarmos fragmentos narrando glórias e infortúnios que o extenso salgadio acolheu. Choraremos por Homero, exilado no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Limbo" target="_blank">Limbo</a>, e nos consolaremos no generoso ombro de Camões.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://amarelofosco.files.wordpress.com/2010/01/aluanascenomar1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-781" title="aluanascenomar" src="http://amarelofosco.files.wordpress.com/2010/01/aluanascenomar1.jpg?w=300&#038;h=230" alt="" width="300" height="230" /></a><br />
<em>A lua nasce no mar, 1822. </em>Caspar David Friedrich</p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#003366;"><strong>Leia ainda:</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/sobre-beleza-e-dor/">Sobre beleza e dor</a></li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/779/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/779/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=779&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alysson Amorim</media:title>
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			<media:title type="html">aluanascenomar</media:title>
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		<title>Na precariedade de sua carne</title>
		<link>http://amarelofosco.wordpress.com/2010/01/20/na-precariedade-de-sua-carne/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 00:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A boa difusão de uma mensagem requer arautos fiéis aos seus termos. A difusão de uma mensagem específica, a do evangelho, sempre exigiu mais. O ato de disseminar o evangelho em nada se compara ao árduo labor de copistas medievais, dobrados com fidelidade canina aos seus manuscritos; não se trata, em termos menos sinuosos, de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=774&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A boa difusão de uma mensagem requer arautos fiéis aos seus termos. A difusão de uma mensagem específica, a do evangelho, sempre exigiu mais. O ato de disseminar o evangelho em nada se compara ao árduo labor de copistas medievais, dobrados com fidelidade canina aos seus manuscritos; não se trata, em termos menos sinuosos, de ser fiel à letra, ao que foi gravado acerca das boas novas em tinta prudentemente estável.</p>
<p style="text-align:justify;">O que perdemos de vista foi o escândalo da encarnação e o que dele decorre: o evangelho só pode avançar pela mesma via ardente em que trafega o sangue humano. O reino, que está potencialmente entre nós, é instaurado pelo afeto, não pela pregação expositiva; pela compaixão, não pela defesa ensandecida de sublimados sistemas.</p>
<p style="text-align:justify;">Desbastando os helenismos que foram se acumulando em camadas rígidas sobre o evento encarnacional, chegaremos ao elementar princípio de que não fomos comissionados ao patronato de ideias abstratas; é dizer, não nos foi dada carta branca para amalhoar todas as culturas nas cercanias de nossos castelos conceituais.</p>
<p style="text-align:justify;">Ninguém pode, com o <a href="http://www.luz.eti.br/plano.html" target="_blank">plano de salvação</a> no bolso do casaco, fazer o evangelho avançar meia légua que seja, pela boa razão de que plano de salvação, assim universalmente estabelecido, é delirante ilusão e doce segurança contra as exigências vertiginosas da contingência e da liberdade. É o já denunciado devaneio de que a salvação virá pela difusão das <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/a-seducao-da-ortodoxia/" target="_blank">crenças corretas</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é demasiado lembrar que o Filho do Homem tecia para cada circunstância um gesto próprio, que de ninguém se aproximava com planos inflexíveis e respostas prontas, e que chavões não frequentavam sua boca indomável. Antes, acercava-se da gente com penetrante respeito e assombro, como quem se aproxima de universos ainda indevassados.</p>
<p style="text-align:justify;">Em seu exemplo apreendemos que a mensagem do evangelho é de tal natureza que para ser expandida depende fundamentalmente não de nossa voz e de nossa lógica, mas de nossa coragem e de nosso sangue. Não depende tanto de uma especial aptidão em expor conceitos, suplica antes a disposição em sentar-se generosamente com adúlteras e banquetear sem recato com publicanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao arauto cumpre abandonar as solenes proclamações e tornar-se, na precariedade de sua carne, a própria mensagem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/774/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/774/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=774&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alysson Amorim</media:title>
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		<title>Poema sobre o desastre de Lisboa</title>
		<link>http://amarelofosco.wordpress.com/2010/01/14/poema-sobre-o-desastre-de-lisboa/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 23:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Excerto do Poema sobre o desastre de Lisboa [Poème sur le désastre de Lisbonne], de Voltaire (1755). (&#8230;) Ó infelizes mortais! Ó deplorável terra! Ó agregado horrendo que a todos os mortais encerra! Exercício eterno que inúteis dores mantém! Filósofos iludos que bradais «Tudo está bem»; Acorrei, contemplai estas ruínas malfadas, Estes escombros, estes despojos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=770&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Excerto do Poema sobre o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terramoto_de_Lisboa_de_1755">desastre de Lisboa</a> [<em>Poème sur le désastre de Lisbonne</em>], de Voltaire (1755).</p>
<p style="text-align:right;">
<p>(&#8230;) Ó infelizes mortais! Ó deplorável terra!<br />
Ó agregado horrendo que a todos os mortais encerra!<br />
Exercício eterno que inúteis dores mantém!<br />
Filósofos iludos que bradais «Tudo está bem»;<br />
Acorrei, contemplai estas ruínas malfadas,<br />
Estes escombros, estes despojos, estas cinzas desgraçadas,<br />
Estas mulheres, estes infantes uns nos outros amontoados<br />
Estes membros dispersos sob estes mármores quebrados<br />
Cem mil desafortunados que a terra devora,<br />
Os quais, sangrando, despedaçados, e palpitantes embora,<br />
Enterrados com seus tetos terminam sem assistência<br />
No horror dos tormentos sua lamentosa existência!<br />
Aos gritos balbuciados por suas vozes expirantes,<br />
Ao espectáculo medonhos de suas cinzas fumegantes,<br />
Direis vós: «Eis das eternas leis o cumprimento,<br />
Que de um Deus livre e bom requer o discernimento?»<br />
Direis vós, perante tal amontoado de vítimas:<br />
«Deus vingou-se, a morte deles é o preço de seus crimes?»<br />
Que crime, que falta cometeram estes infantes<br />
Sobre o seio materno esmagados e sangrantes?<br />
Lisboa, que não é mais, teve ela mais vícios<br />
Que Londres, que Paris, mergulhadas nas delícias?<br />
Lisboa está arruinada, e dança-se em Paris.(&#8230;)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/770/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=770&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O nariz</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 00:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Um indeterminado poeta inglês observou que “é mais extraordinário ter um nariz do que ter um nariz extraordinário”, e se ao bom saxão coube a infelicidade de conhecer nosso tempo é completamente improvável que não tenha sofrido assédios da cirurgia plástica. Tivesse o bardo nariz exemplar, helenisticamente harmônico, dificilmente louvaria o órgão em sua bruta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=766&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Um indeterminado poeta inglês observou que “é mais extraordinário ter um nariz do que ter um nariz extraordinário”, e se ao bom saxão coube a infelicidade de conhecer nosso tempo é completamente improvável que não tenha sofrido assédios da cirurgia plástica. Tivesse o bardo nariz exemplar, helenisticamente harmônico, dificilmente louvaria o órgão em sua bruta essência; antes, estaria cego e inebriado com a glorificação das qualidades ímpares de sua pirâmide nasal.</p>
<p style="text-align:justify;">Nossa obsessão em realizar obras justas, e ostentá-las, obter títulos excelentes, e ostentá-los (ainda que a única vítima do ritual macabro da ostentação sejamos nós mesmos) representa o modo mais primitivo e vastamente utilizado para escaparmos da suprema vocação de ser. Alguém pergunta por nosso ser, pela substância, pelo substantivo, e o que temos para apresentar são adjetivos, são as qualidades externas que tornam nosso nariz tão admirável.</p>
<p style="text-align:justify;">Feliz o que foi presenteado com um nariz tosco, que obra alguma fez que mereça um pedestal, que título algum possua para levar como medalha. Este, que não coseu escudos, não pode conter o bravio avanço das feras que em suas insubmissas crinas hasteiam o édito da liberdade. Este, por absoluta incompetência, não pode se espremer entre as prudentes balizas da lei, e por isso está incontornavelmente salvo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/766/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/766/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=766&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alysson Amorim</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Véspera de Natal</title>
		<link>http://amarelofosco.wordpress.com/2009/12/24/vespera-de-natal/</link>
		<comments>http://amarelofosco.wordpress.com/2009/12/24/vespera-de-natal/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 20:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Gustavo Corção em Lições de Abismo Estamos em véspera de Natal. O movimento das ruas dobrou; triplicou.  Os automóveis buzinam, imobilizados nas esquinas entupidas; as lojas regurgitam; os vendedores não têm mãos a medir; e as pessoas, os clientes, entram, saem, escolhem, regateiam, comprimem-se, acotovelam-se, mas sorriem, sim, sorriem &#8211; porque parece que todo o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=764&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Gustavo Corção em <strong>Lições de Abismo</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Estamos em véspera de Natal. O movimento das ruas dobrou; triplicou.  Os automóveis buzinam, imobilizados nas esquinas entupidas; as lojas regurgitam; os vendedores não têm mãos a medir; e as pessoas, os clientes, entram, saem, escolhem, regateiam, comprimem-se, acotovelam-se, mas sorriem, sim, sorriem &#8211; porque parece que todo o mundo está muito contente.</span> <span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Todo o mundo, menos o velho Scrooge. O amargo e triste usurário só pensa em si mesmo, e não lhe sobram ouvidos para as vozes cordiais que cruzam os ares com votos de Natal venturoso. <em>Christmas!  Merru, merry Christmas!</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Passa o funcionário letra O, o funcionário letra N, o funcionário letra M; e passam as esposas, as virtuosíssimas esposas dos funcionários, cada uma com sua alegria embrulhada num papel sarapintado de sinos e velas. Boas festas! Boas festas! Todo o mundo está alegre.  Todo o mundo parece ter na alma hinos e luzes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Todo o mundo, menos o velho Scrooge, que vê com olho mau e oblíquo essa inconveniente profusão de gastos inúteis.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>As mães se cruzam com as mães; tias esbarram em tias.  Anda no ar um milhão de cálculos secretos envolvendo bonecas, espingardas e triciclos. E o cálculo mitiga o júbilo. As mães do padrão M param pensativas nas portas das casas de brinquedos; e ali na porta fazem-se mais densos cálculos, as cifras, as suputações, as somas, as subtrações.  A espingarda então encolhe e vira revólver de rolha; ou diminui ainda mais e se reduz a um engenhoso brinquedo de matéria plástica, que só funciona bem, como ficará provado mais tarde, nas mãos habilidosas dos vendedores. Os sonhos, tratados com o reagente das cifras, dão um precipitado cor de cinza.  Os vendedores embrulham em papéis sarapintados a espingarda que virou matéria plástica.  Embrulham decepções. Caixa! Caixa! Caixa! O triciclo fica para o ano que vem, quando vier o aumento.  Aliás, Toninho ainda é pequeno para o triciclo. E o vendedor embrulha aquilo em que se transformou o triciclo. Caixa! Caixa! Mamãe, olha ali, que amor de boneca! E a mãe puxa a menina padrão M que deseja a boneca padrão O.  Caixa!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>O brinquedo resultante da judiciosa combinação entre um sonho e um orçamento vai agora escondido no embrulho; e a mãe M, longe dos outros brinquedos da loja, que doem pela comparação, reata o fio do sonho.  Raciocina para reconquistar a pureza do sonho. Toninho vai gostar, Toninho vai ficar radiante.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Passam embrulhos; embrulhos levando pessoas pelo dedo. Vejam! Apareceu no sangue da cidade essa acúmulo de células imaturas.  Onde está a espingarda?  onde está o tricilo?  Viraram mieloblastos, detritos de sonhos, jovens, bastões, segmentados.  Façam o exame de sangue da cidade!! E eu quero ver o jogo fisionômico do dr. Aquiles quando abrir o papel.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Boas festas, dr. Aquiles!  <em>Merry, merry Christmas!</em> Todo o mundo está contente.  A mãe de Toninho, a múltipla mãe do coletivo Toninho, que mora em Copacabana, em Itapiru, em Jacarepaguá, divide-se, ramifica-se, decompõe-se numa densa multidão de dorsos femininos. Os bondes passam cheios de pernas, pernas letra M, pernas letra N, e os festivos mieloblastos embrulhados com sinos e velas entram a circular pela cidade. Todo o mundo está contente, menos o velho Scrooge.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Mas será mesmo verdade, ó amável Dickens, que todo o mundo esteja contente?  E a espingarda que virou celulóide? E o triciclo que ficou para o ano que vem? Embora antipático, quem tem razão é o velho Scrooge. Embora mesquinho, ele ao menos compreende uma coisa de capital importância: que é muito difícil <em>dar</em>.  É a última coisa que se aprende; e é a primeira que se exige para um mundo habitável. E é por isso que eu vejo com melancolia essa procissão de equívocos embrulhados.  Quem terá o coração tão duro que dê uma pedra ao filho que pediu um peixe? Mas a dificuldade se resolve desde que se embrulhe a pedra em papéis festivos; e as mães letras L, M, N, conseguem convencer-se de que a pedra é uma nova espécie de peixe.  E é isso que dói, e como dói! A alegria falsificada, a alegria que virou matéria plástica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Não digo que seja impossível uma alegria verdadeira, uma alegria de criança, com um brinquedo truncado e pobre. Não. É claro que uma alegria de criança pode nascer à toa; é claro que um pedaço desconjuntado de celulóide pode fazer feliz uma criança; é claríssimo que ainda não conseguiram secar, por mais que o tentem, as fontes vivas da infância, as riquezas de um coração menino que com pouco se contenta.  Não.  Continuem assim, por séculos e séculos, a enganar as crianças e os pobres.  Sempre haverá pobres; sempre haverá crianças. Mas não é isso que mais me aflige. É também evidente que escolheram o dia do nascimento de Jesus para infligir uma festiva humilhação à pobreza. Basta pensar no Natal dos Pobres.  As ruas se enchem de miseráveis em filas nos portões dos palácios.  Se chove, fica ainda mais perfeito o espetáculo. Mas não é isso, ó Dickens, que mais me dói.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>O que me dói é a falsificação, é o espírito de praxe que preside as tristes festividades dos homens. É dia de dar.  A folhinha marcou o dia de comprar presentes. A vizinha da direita comprou, a vizinha da esquerda comprou. Eu preciso comprar. É praxe. É uso. É costume. E todo o mundo fica contente de entrar na equação de um uso, de um costume. Da praxe.  Todo o mundo, menos o antipático Scrooge.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Que Natal é esse que acentua as injustiças, que exaspera as paixões, que alarga os equívocos? Admitamos a festa da cidade, do país, do gênero humano.  Admitamos a celebração de algum feito que a todos interesse.  Admitamos que depois de amanhã o mundo se lembre da natividade do Salvador, que nasce de uma Virgem, na gruta de Belém, porque não havia lugar para eles nas hospedarias. Mas nesta hipótese, meu caro Dickens, eu exijo, em nome da mesma lógica que me mata, que a alegria seja de uma outra ordem, e que não dependa assim, em primeira linha, dos cálculos e dos orçamentos.  Há alegria e alegria; há graus de alegria; espécies de alegria: desde a cócega no pé da criança até a paz que nasce de uma concórdia perfeita; desde a estrepitosa bomba cabeça-de-negro até a gratidão silenciosa que desabrocha na quietude das almas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Exijo uma outra alegria, apoiada sem dúvida nas coisas visíveis, no celulóide se quiserem, porque os homens vivem de sinais visíveis.  Mas apoiada de leve, como convém às coisas do puro amor.  Não é assim que fazem os namorados quando guardam pequeninas lembranças?  Não seria melhor dar de presente pétalas de rosas, leves pétalas, levíssimos hóstias de amizade perfeita?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span><br />
Chamou-me a atenção o diálogo travado à porta de uma casa de brinquedos. A dama de azul, majestosa e autoritária, discutia com o vendedor obsequioso, que já dava mostras de impaciência.  Passando de um para outro, ora nas mãos profissionais do vendedor, ora nas mãos finas e cheias de anéis da abastada freguesa, uma bonequinha preta de olho arregalado, e com uma cestinha de bananas na cabeça, parecia alheia à discussão:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>- É muito cara.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>- Foi remarcada, madame. A senhora não encontrará uma boneca destas por menos de cem cruzeiros&#8230;  Mas se a senhora quiser temos outras bonecas mais baratas.  Qual é o seu orçamento, madame?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>A dama de azul franziu ligeiramente os sobrolhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>- É para uma menina pobre.  A filha da empregada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Ela não podia, evidentemente, marcar em cem cruzeiros o limite de &#8220;seu orçamento&#8221; como queria o desajeitado vendedor; assim, dizendo que era para uma menina pobre, explicava-se melhor. Não era para ela; para filha dela, para sobrinha dela, para alguma criança de sua espécie, dela; de sua qualidade, de sua classe, de sua condição: era para a filha da criada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>O vendedor compreendeu logo que o problema se deslocava para um novo sistema de micro-unidades. Ninguém, evidentemente, mede em quilômetros o diâmetro de um glóbulo de sangue, nem mede em milímetros a distância de Sírius.  Há o mícron para o glóbulo e o ano-luz para os astros.  Tudo tem suas dimensões, suas escalas adequadas, neste harmonioso universo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Enquanto o novo sistema de unidades se estabelecia entre o vendedor e a majestosa senhora, eu olhava na vitrina um urso de astracã que comigo jogava o sério com seus olhos parados de contas azuis.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>- Urso, amigo urso, diga-me, por favor, onde é que esconderam o menino Jesus?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>O menino Jesus estava na esquina de Assembléia com Quitanda, no colo de uma mendiga. Ninguém desconfiava. As pessoas que passavam (<em>Merry, merry Christmas</em>) não viam o menino Jesus instalado no seu nicho de miséria. E tinham razão.  O menino Jesus escondia-se no pobre.  Amarelado, encardido, manchado, dir-se-ia que a mendiga o tirara de uma lata de despejo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Quando eu passei, ele tentava pegar a chupeta caída nos trapos sujos da mãe. Levava-a à boca, sem jeito, metendo os dedinhos nos lábios, de onde corria uma saliva clara e inocente. A mãe, de braço estendido, pedia uma esmola pelo amor de Deus. Seria mãe de verdade?  Dizem que se alugam crianças para mendigar. A mendiga é falsa. A criança é falsa. A mãe é falsa. E dessa falsidade todo o mundo desconfia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>A chupeta caía de novo e perdia-se no seio miserável.  Nesse momento, quando eu já me afastava, o menino olhou para mim. Seus olhos pousaram em meus olhos. Sim, lá dos abismos de sua inocência seus olhos subiram. E o menino sorriu. Para mim!</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/764/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=764&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Alysson Amorim</media:title>
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		<title>Inscrição em qualquer sepulcro</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 18:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Do condenado por mim à imortalidade, Jorge L. Borges, em Fervor de Buenos Aires Não arrisque o mármore temerário gárrulas transgressões à onipotência do esquecimento, enumerando com meticulosidade o nome, a opinião, os acontecimentos, a pátria. Tanto avelório bem atribuído está às trevas E o mármore não fale o que calam os homens. O essencial [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=760&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">Do condenado por mim à imortalidade, Jorge L. Borges, em <strong>Fervor de Buenos Aires</strong></p>
<p style="text-align:left;">Não arrisque o mármore temerário<br />
gárrulas transgressões à onipotência do esquecimento,<br />
enumerando com meticulosidade<br />
o nome, a opinião, os acontecimentos, a pátria.<br />
Tanto avelório bem atribuído está às trevas<br />
E o mármore não fale o que calam os homens.<br />
O essencial da vida fenecida<br />
- a trêmula esperança,<br />
o milagre implacável da dor e o assombro do gozo -<br />
sempre perdurará.<br />
Cegamente reclama duração a alma arbitrária<br />
quando a tem assegurada em vidas alheias,<br />
quando tu mesmo és o espelho e a réplica<br />
daqueles que não alcançaram teu tempo<br />
e outros serão (e são) tua imortalidade na terra.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/760/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=760&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Yeshua e o cristianismo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 01:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alysson Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Veio Yeshua a fim de salvar-nos para este mundo (o hebraico yasha). Não demorou o cristianismo com sua conversa quem sabe mais ponderada de salvar-nos deste mundo (o grego soteria), e portanto, dos disparates de Yeshua.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=755&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Veio Yeshua a fim<strong> </strong>de salvar-nos<em> para</em> este mundo (o hebraico <em>yasha</em>). Não demorou o cristianismo com sua conversa quem sabe mais ponderada de salvar-nos <em>deste</em> mundo (o grego <em>soteria)</em>, e portanto, dos disparates de Yeshua.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amarelofosco.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amarelofosco.wordpress.com/755/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amarelofosco.wordpress.com&amp;blog=4123761&amp;post=755&amp;subd=amarelofosco&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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