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Relato da memória 1 maio, 2009

Posted by Alysson Amorim in Fragmentos.
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A camisa foi branca um dia; os dedos puxando as cordas do instrumento davam a impressão de estarem eternamente programados. Ele, que outrora vibrou com o som do vento no pano das bandeiras que jurou encontrar em cada curva um prazer novo e inominado, não saberia dizer agora onde sua esperança diferia da de um primata que guincha ao divisar o ovo no píncaro do verde. Dedilhava acompanhando com os olhos o espetáculo mimético dos dedos. Estava visivelmente constrangido com minha presença fantasmagórica, como estaria um rio fenecendo que retornasse na pena do pássaro para assistir o regurgitar de suas águas primevas.

Comentários»

1. Rondinelly - 1 maio, 2009

Mas o antes visitava o depois, ou vice-versa? A lembrança que é o que éramos querendo permanecer no que seremos… Doces mistérios apavorantes.

2. Janete Cardoso - 2 maio, 2009

Parece que há mais vida nos projetos dos que tem vestes brancas, do que na realidade dos que perderam a brancura na primeira tentativa de concretizá-los. Não sei o que é pior: a ilusão, ou a frustração.

3. w - 3 agosto, 2010

que p.o.r.r.a. é essa

4. Outro W - 3 agosto, 2010

Oh W. Já ouviu falar em piada interna? Todo texto literário é uma piada interna.

5. júnior - 4 abril, 2011

gostei muito desse texto as idéias q ele espressa ao leitor saõ muito bom!

6. nicole - 3 abril, 2012

eu não entendi ?:?

taina - 17 abril, 2012

eu não entendi nada

7. Marco - 22 maio, 2012

Me ajudou muito !!! Obrigado !!!!


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