Retorno em amarelo fosco 4 Julho, 2008
Posted by Alysson Amorim in Uncategorized.Tags: Blogagem
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O amarelo fosco acompanha-me há muito. Na infância, faltando a pelada no asfalto ou o pique-esconde, restava-me o consolo e a companhia de um ser incorpóreo cuja morada era um cano velho que colhia a água da chuva. Nas entranhas do cano, o amarelo fosco.
Se o amarelo que envolve homens e mulheres representados em certas pinturas sacras é vivo, indicando a santidade inquestionável daquelas figuras, o amarelo fosco denuncia minha espiritualidade desbotada, o destino invariavelmente frustrado de minhas expedições nas trilhas daquele a que chamo Mestre.
Minha relação com o conhecimento é também marcada por esse aspecto embaciado e mal resolvido. Foi me dado conhecer apenas precariamente, como alguém que vasculha noturna biblioteca iluminado apenas por uma lua mortiça.
Caríssimo leitor, sou tentando a evitar tempestivamente e não sem um sorriso cruel a originalidade do gracejo que anda incomodando a ponta de sua língua: amarelo tosco. Foscas ou toscas, fato é que idéias que aqui gravarei só poderão ser gravadas com a tinta de que disponho: impermanente e débil.
Resta-me lamentar e suspirar uma dezena de foscos perdões.
Putz, que honra a primazia de estrear seu novo espaço, brother!
Sua sensibilidade singular é uma das riquezas da blogosfera. Welcome back!
Big abraço
Cara,
Passaram-se alguns minutos da 0 hora. Mas considero este momento um ponto zero nas minhas leituras dos seus textos. Já dá para sentir o seu novo horizonte aqui. A prioridade pela estética da cor é uma opção de abrir as portas do fundo da nova casa. Para entrar, é preciso chegar com pouca euforia, mais atento aos sentimentos do que aos calorosos debates ideológicos de outrora.
Vejo-me aqui. E desejo vida eterna para todas as suas idéias de ontem, de hoje e de sempre.
Te cuida.
Não menor honra tenho eu e todos que aqui aterrizarem!!
Alysson, que alegria imensa ver e ler você de novo. É mesmo muito prazeroso. Vc fez falta.
Ontem, ao te ver online já ia perguntar se a cocera nos dedos tinha acabado… evidentemente ela aumentou e já foi devidamente aliviada.
Beijão!
PS: agora sim tem-se um bom motivo para se comemorar o 4 de julho rsrs
Caraca!
Meu comentário de ontem sumiu!!!
Agora apareceu!
rsrsrs
Valeu!!!
Welcome back!!!
Escrevinha mais!!!
Que interessante! Quando te li dizendo: “Foi me dado conhecer apenas precariamente, como alguém que vasculha noturna biblioteca iluminado apenas por uma lua mortiça.”
Lembrei de outra frase que li hoje:
“Nas sombras se vislumbra a verdade, mesmo que não se possa conhecê-la em sua plenitude”.
Você tá no caminho certo, querido!
Fiquei muito alegre quando resolvi reler seu blog e deparei com o endereço da sua nova casa. Sei que muita coisa boa, vem por aí!
beijos
Oi, Alysson, parabéns pelo novo blog, torço pelo sucesso em mais ess a empresa! Bjos,
Maya
: )
Notícia qual raio pungente
Penalizou frágeis almas
Será por um momento? Será por um instante?
A ausência badalava toda manhã
O retorno – tardio ou oportuno,
A pena que recorre ao sentimento
Leitores ávidos por verbo, vida e toque
Aqui se encontram no trigueiro de sua sombra
Vim bater aqui, meio por acaso. Amarelo fosco lembra uma resenha que escrevi há muito tempo atrás: http://cloeh.multiply.com/reviews/item/1
Acho até que desaprendi a escrever…